Venha o teu reino!
A riqueza acumulada pelo 1% mais rico da população mundial irá superar a dos outros 99% – juntos – no próximo ano, a menos que a tendência atual de aumento da desigualdade seja analisada, segundo o que a Oxfam alertou em 19 de janeiro de 2015, em antecipação à reunião anual do Fórum Econômico Mundial de Davos.
Embora as estatísticas sejam chocantes, elas não são tão diferentes das do século I em Israel no tempo de Jesus. Naquela época, 95% da população era de camponeses, principalmente agricultores e comerciantes, vivendo no limite de pobreza tal que a ocorrência de uma má colheita ou doença na família poderia-lhes ser insustentável. Quando isso acontecia, eles tinham que pedir dinheiro emprestado usando suas terras, casas e crianças como garantia. E, se por fim não pudessem pagar pelo empréstimo, o pouco que tinham era tomado e eles eram vendidos como escravos. 5% da população era extremamente rica: o governo, a realeza, donos de empresas bem sucedidas e a elite religiosa. Para o desenvolvimento da cidade, do templo e de seu estilo de vida, eles aumentavam os impostos sobre os pobres, forçando-os a incorrer em mais dívidas. A família de Jesus era de camponeses pobres – ele conhecia a luta pela sobrevivência.
Como podemos responder ao relatório da Oxfam? Como vamos responder ao fato de que os ricos estão ficando mais ricos e que a distância que os separa dos pobres é cada vez maior?
O Banco Mundial e muitos outros chamam pela prosperidade partilhada. Pelo quê nós devemos chamar – qual é a perspectiva do Reino de Deus sobre este assunto? Será que a igualdade e a equidade significam que todos nós devemos ter o mesmo?
Qual é a nossa motivação? Qual é a nossa reação em relação aos ricos? Seria ter o que eles têm e assim estaríamos com inveja? É o interesse próprio que nos motiva a buscar uma distribuição equitativa de recursos?
Os princípios e valores que descrevem o Reino de Deus nos dão algumas dicas sobre como devem ser as nossas respostas:
• A nossa motivação nunca deve ser acerca do interesse próprio
• A nossa vontade não deve ser ter mais, mas sim oferecer e compartilhar mais
• Não se trata do direito de exigir – trata-se do amor de sacrifício.
Quando oramos “Venha o teu Reino” estamos pedindo por uma demonstração destes princípios e valores – isto deve ser vivido em nossas vidas.
Oremos “Venha o teu Reino”:
– Em nossa nação – para que nos tornemos cada vez mais generosos e compartilhemos o que temos com os necessitados – Venha o Teu Reino em nossas terras
Em nossa igreja – para que nós não nos agarraremos à riqueza, mas sim partilhemos com aqueles que necessitam – Venha o teu Reino em nossa comunidade.
Em nossas organizações e empresas – para que sejamos uma bênção – Venha o Teu Reino em nosso trabalho.
Em nossa família – para que possamos apoiar um ao outro – Venha o Teu Reino em nossa casa.
Fonte: Rede Miquéias



